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Comunidade rural de MT luta sozinha para assegurar qualidade na educação estadual

06/03/2018

Apesar da falta de apoio da Seduc, os educadores da escola investem na qualidade do trabalho pedagógico como diferencial

Escrito por: SINTEP MT

Localizada no assentamento 12 de Outubro, no município de Cláudia (a 608 km de Cuiabá), a Escola Estadual Florestan Fernandes é uma das centenas de unidades do Estado que não recebeu nenhuma obra da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). As salas, que foram construídas pela comunidade e apoio de uma usina hidrelétrica da região, são feitas de madeira, com pouca iluminação e nenhum conforto térmico. Apesar dos esforços para mantê-la em funcionamento, os problemas enfrentados dificultam a prática pedagógica.
 
Com amplo terreno, onde pode ser construído um prédio com toda a estrutura necessária para o atendimento dos/das estudantes, o recurso nunca chegou. Uma licitação foi feita, porém, a empresa que ganhou a concorrência foi impedida de trabalhar devido o envolvimento nos desvios de recursos da Seduc, registrados no início da gestão Taques. Os recursos para essa obra estão disponíveis desde 2010, mas o projeto ainda não saiu do papel.
 
“Se com a madeira está ruim, antes era bem pior, porque a escola era de madeira compensada e molhava bastante as salas. O pouco que temos hoje foi construído através de uma compensação da usina aqui da região, mas não é suficiente. Esperamos desde quando a escola foi criada, em 2008, por uma estrutura com salas apropriadas, laboratório de informática e biblioteca. É muito sofrido para quem trabalha na escola e ainda mais para os alunos”, afirma a diretora da escola, Ana Maria dos Reis.
 
Apesar da falta de apoio da Seduc, os educadores da escola investem na qualidade do trabalho pedagógico como diferencial. Com salas de aula muito quentes, os professores realizam aulas embaixo de árvores para falar sobre biologia. Ciências são aprendidas na horta pedagógica, geografia na horta orgânica, artes na produção de objetos reciclados para o uso na escola, entre outras.
 
“A gente arregaça as mangas, pega na enxada para limpar o terreno. Tentamos ensinar não só matemática, português, inglês, mas também coisas que eles irão levar para casa e mudar a vida das famílias, como o incentivo à produção orgânica, seja para uma horta, criação de animais ou em plantações. Isso tem mudado a comunidade em que vivemos”, avalia a pedagoga Rosa Maria Marques.
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