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Audiência Pública alerta para a privatização dos Bancos Públicos

29/08/2017

O banco público é para servir ao povo e não há especulação do grande Capital

Escrito por: SEEB/MT

“Somos todos Bancos Públicos”, esse foi o recado que o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso deixou na audiência Pública “Em defesa dos Bancos Públicos”, realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá/MT, na quinta-feira (24.08).
 
A audiência requerida pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT) em parceria com o Sindicato dos Bancários, colocou em evidência o processo de desmonte dos bancos públicos desencadeado pelo Governo e o Congresso Nacional, que gradualmente, com os programada de demissões e fechamentos de agências e setores estão sucateado para privatizar de acordo com os interesses do mercado financeiro.   
 
A coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Maria Rita Serrano, destacou a importância dos bancos públicos para a economia do país e desenvolvimento de programas e políticas sociais. Ela falou sobre as reestruturações dessas instituições financeiras públicas, a venda de ativos e do processo de terceirização e de privatização das operações, como cartões e loterias. Destacou os resultados positivos dos programas sociais voltados para a população de menor renda - caso, por exemplo, aumento de crédito para agricultura familiar, programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida, cujo 70% do mercado é gerido pela Caixa. Também destacou que o mercado financeiro está de olho no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), criado, há 50 anos, para ser uma reserva de segurança para o trabalhador em caso de demissão sem justa causa, responsável pelo financiamento de infraestrutura básica das cidades e da casa própria. 
 
Rita Serrano deixou claro que a intenção do governo é entregar todo o patrimônio público para os bancos privados explorar e o impacto será drástico para o país, pois além do corte de investimentos para as pequenas e médias empresas via BNDES, esvaziando os fundos constitucionais, e de usar os bancos públicos federais e os estaduais, como moeda de troca para pagamento de dívidas com a União e promover o dito “ajuste fiscal” o mercado financeiro ficará totalmente sem regulamentação. "Defender os bancos públicos e defender o Brasil. É defender os bancos públicos como ferramenta para desenvolvimento econômico com distribuição de renda. Se antes tínhamos um modelo de bem-estar social voltado à população mais carente, com estímulo ao crescimento, hoje o que se tem é um modelo de Estado mínimo, voltado apenas ao capital privado”, avalia.
 

 
O presidente do Seeb/MT, Clodoaldo Barbosa, criticou o avanço das reformas que retiram direitos, aprovação de projeto  como a terceirização, reforma trabalhista e outras medidas que reduzem recursos públicos para áreas sociais prioritárias.  “O atual governo vem impondo uma série de medidas que impõe um retrocesso histórico nas conquistas dos trabalhadores. Agora, promove um ataque frontal aos bancos públicos, que além de fechar agências tem reduzido o número de funcionários para atender a população, medidas que tem precarizado o atendimento à população e as condições de trabalho”, relata destacando a privatização ou abertura de capital dos bancos públicos prejudica os bancários e também toda a sociedade. 
 
Alex Rodrigues, secretário Geral do Seeb/MT e funcionário do Banco do Brasil, ressaltou que os bancos públicos são para fomentar a habitação, a educação e programas sociais. O banco público é para servir ao povo e não há especulação do grande Capital. “Vivemos uma fase do capitalismo brutal do capital financeiro. Essa hegemonia se apropriou de uma parcela gigantesca da mais valia global. Tudo que é produzido com a exploração do trabalhador vai para as mãos de um pequeno grupo”, completou dizendo que toda a riqueza produzida hoje, com as novas tecnologias, estão nas mãos de apenas 65 mega empresários.
 
O presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec/ Centro Norte) e presidente dos Bancários de Rondônia, Cleiton dos Santos Silva, parabenizou o Seeb/MT e o Deputado Estadual Barranco pela realização da audiência e frisou a importância dos bancos públicos e o papel dos bancos públicos utilizados no governo Lula para reagir a crise econômica, usando-os como ferramentas balizadoras do mercado financeiro e de desenvolvimento do país.  
 
Luiz Edwirges e Jonh Gordon, ambos os diretores do Seeb/MT e empregados da Caixa, destacaram que este é momento de mobilização e de unidade para poder virar o jogo. Eles falaram das péssimas condições de trabalho e de atendimento. Uma situação difícil que afeta a população e toda a categoria bancária e necessidade de dialogar com os trabalhadores dos bancos, com os clientes, envolvendo toda a população na defesa dos bancos públicos. 
 
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso e diretor do Seeb/MT, João Luiz Dourado, os trabalhadores tem uma tarefa fundamental que é derrotar esses golpistas nas ruas e nas urnas. “A nossa luta transcende a nossa Campanha Salarial. Agora, temos que ir para a rua defender a previdência social que desmonta a seguridade social e os direitos sociais da população”.
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