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CUT MT cobra a suspensão do despejo das 400 Famílias do MST

03/07/2018

As famílias, apesar do terror feito pela polícia, continuam firmes na luta. “E surpreendente, o espírito de sacrifício e disposição para Lutar”, afirma Guelda Cristina

Escrito por: CUT MT

A Central Única de Mato Grosso (CUT MT) acompanha a angústia das 400  famílias do acampamento Padre José Ten Cate  do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) sitiadas e sob ameaça de despejo. 
 
A Secretária Geral da CUT MT, Guelda Cristina de Oliveira Andrade, está em Jaciara desde ontem, segunda-feira (02.06), junto com a direção do Sintep e outras entidades tentando negociar o adiamento do despejo com o  prefeito do município, Abdo Mohammad (PSDB), que é o único com poder para revogar a ordem de despejo, já que a mesma foi protocolada pela Prefeitura.  “A postura do prefeito é irresponsável e injustificável, pois, a prefeitura não tem necessidade fazer do uso imediato da área onde o acampamento está instalado”, afirma a secretária geral da CUT MT.
 
Ela ainda relatou que a força tática da PM aproveitou  que as famílias saíram do acampamento para assistir ao jogo do Brasil e sitiaram o acampamento. “Quem está fora não entra e que está dentro não sai. Já chegaram a derrubar alguns barracos”, contou.
 
Guelda, também relata que a situação está muito difícil. Não há vontade política do Prefeito  de suspender o despejo, que transfere a responsabilidade para outros prefeitos do Vale São Lourenço. A prefeitura organizou  todo o processo de despejo. Garantiu  caminhões para levar as mudanças, alojamento, alimentação, barracas e até caminhão pipa para evitar que a poeira atinja os policiais enquanto falta água  no acampamento. Também, não se posicionou no sentido de envolver o governador para fazer recuar a tropa de choque. Até pagam os “chapas” para colocar a força a mudança dos acampados nos caminhões. Ainda se nega a fazer a petição para suspender a execução da reintegração de posse.
 
As famílias, apesar do terror feito pela polícia, continuam firmes na luta. “E surpreendente, o espírito de sacrifício e disposição para Lutar”, afirma Guelda Cristina .
 
A direção da CUT, do Sintep, e outras entidades continuam em Jaciara buscando um acordo com a Prefeitura para que as famílias permaneçam na área até que sejam alocadas para uma área definitiva. 
 
Histórico 
 
São aproximadamente 400 famílias, que  vivem há mais de dois anos em uma área da prefeitura do município de Jaciara (144 km de Cuiabá),  ameaças por centenas de policiais, que aguardam para  fazer o despejo solicitado pela prefeitura municipal de Jaciara.
 
O Movimento Sem Terra de Mato Grosso (MST/MT) haviam ocupado no dia 13 de julho de 2015 a Fazenda Nossa Senhora Aparecida, no município de Jaciara – MT (a 144 km de Cuiabá). Após ordem judicial de reintegração de posse,  as famílias passaram a ocupara área da prefeitura de Jaciara. 
 
As famílias vivem e produzem em uma área de 10 hectares.  Na pequena área, são produzidos  cerca de 8 toneladas alimentos, que além de usar para garantir a sobrevivência das famílias, a produção aponta para um novo modelo de economia nos municípios do Vale do São Lourenço.  O despejo das famílias  da área de 10 hectares as suas lavouras visa favorecer a instalação da empresa Millenium Bioenergia no local. 
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