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“Direitos não se pede de joelhos, exige-se de pé” , foi tema da 1º Romaria da Terra e das Águas e da 29ª Romaria dos Trabalhadores

03/05/2018

Romaria da Terra e das Águas, que pela primeira vez se somou a 29ª Romaria dos Trabalhadores e das Trabalhadoras

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“Direitos não se pede de joelhos, exige-se de pé” frase bispo emérito da cidade de Goiás e fundador da Comissão Pastoral da Terra, Dom Tomás Balduíno, foi o tema da 1º Romaria da Terra e das Águas e da 29ª Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras que aconteceu nos dia 01 e 02 de maio, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Mato Grosso, Sintuf/UFMT.
 
Durante dois dias, aproximadamente 500 trabalhadores sem terra, índios, quilombolas, religiosos e sindicalistas discutiram, em Assembleia Popular, o fortalecimento das lutas pelo direito a` cidade, direito a` terra e a` permanência no campo com respeito e qualidade vida e justiça social. Também debateram a violência no campo, contra o povo indígena, quilombolas, negros e mulheres. Segundo os organizados vivemos um Estado de Exceção, desde o golpe de 2016, que retirou a presidenta eleita do Governo.  
 
No dia 02 de maio, da Romaria da Terra e das Águas, que pela primeira vez se somou a 29ª Romaria dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, encerrando as atividades com caminhada pelo Centro Político Administrativo do Governo de Mato Grosso até à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde aproximadamente 350 membros do Movimento Sem Terra (MST) estão acampados desde o 16 de abril. 
 
A Romaria dos Trabalhadores e das Trabalhadoras começou com a apresentação das cruzes com os nomes de dezenas de pessoas assassinadas na luta pelos direitos sociais. Entre outras, foram lembradas as nove vítimas da chacina de Colniza, da missionária Dorothy Stang, da ex-vereadora Terezinha Rios Pedrosa, e do marido dela, Aloísio da Silva Lara, assassinados a tiros no sítio deles, e a vereadora carioca Marielle Franco, executada há 50 dias.
 
Durante a marcha, os organizadores, distribuíram uma carta aberta ao povo matogrossense denunciando a situação vivida pela maioria da população após o “golpe parlamentar, midiático e jurídico em conluio com as elites do atraso no Brasil em 2016”. Segundo eles, o projeto político e econômico imposto ao Brasil, submetido aos interesses do empresariado nacional e internacional  que lucram com a privatização do patrimônio do povo: as terras agriculturáveis da Amazônia e do cerrado, os campos petroleiros, os recursos minerais e mananciais de água.
 
Na carta denunciam a corrupção de um Congresso antidemocrático que aprovou leis como a Emenda Constitucional 95, de congelamento dos gastos sociais por 20 anos, “as reformas trabalhistas e do Ensino Médio, desmonte das universidades, institutos federais e a qualquer momento a Reforma da Previdência”. Ainda, denunciam os cortes em programas essenciais para o povo do campo como o PRONERA, ATER, PNAE e PAA “que asseguravam a educação, a produção e a compra de alimentos da agricultura familiar”. O documento ainda frisa que quem mais sofre com esse projeto são: as mulheres, o povo negro, a juventude e as populações LGBTs. 
 
 

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